Mudanças

Estou com uma certa vergonha de começar a escrever esse post, só hoje que me dei conta que há DEZ meses eu não atualizo o Manual. Acho que nunca deixei o blog abandonado por tanto tempo, mas acontece que a vida foi me levando pra outros caminhos e eu acabava nunca tendo assunto, ou mesmo vontade, para vir compartilhar com vocês.

Em junho de 2012, depois do fim de um relacionamento bem tenso, me vi sem alternativas para continuar com a minha vida em São Paulo e voltei para a casa da minha mãe em Campinas. Não foi uma decisão difícil de ser tomada, mas isso não significa que tenha sido fácil de ser seguida; quem já saiu da casa dos pais e precisou voltar, sabe muito bem do que eu estou falando. Por mais que eu adore a minha mãe e nós tenhamos um bom relacionamento, me readaptar à vida com ela não foi bolinho. A gente cria nossas próprias rotinas e acentua alguns hábitos que são dificílimos de serem quebrados quando temos nossas próprias casas, comigo não foi diferente.

Desde que voltei a Campinas passei a cozinhar muito menos e também a me interessar menos por questões domésticas. Não porque eu tenha virado “filhinha da mamãe” outra vez – do tipo que espera que as roupas apareçam magicamente dobradas dentro do armário depois de serem jogadas no chão do banheiro – mas porque eu não estava dividindo a casa com uma amiga, de igual para igual. Eu estava voltando à casa da minha mãe e casa da mãe a gente respeita, não tenta incorporar mudanças. Então eu estava naquele limbo de uma casa que é minha mas não é, na qual eu não tinha liberdade para fazer as coisas da maneira que eu queria e isso foi me distanciando mais e mais do Manual da Dona de Casa. Afinal de contas, agora eu era a filha da dona da casa e não mais a dona.

Foi então que em janeiro desse ano, um pouco depois do último post que publiquei por aqui, eu tomei uma decisão que estava ensaiando há muito tempo e comprei uma passagem só de ida para a Tailândia. Cheguei à Terra dos Sorrisos (acho a coisa mais linda do mundo a Tailândia se chamar de Land of Smiles) no fim de julho e não sei bem quanto tempo ainda fico por aqui, o que é um pensamento que muito me agrada. Desde então estou trabalhando em uma escola de mergulho e blogando sobre a vida em Koh Phi Phi e viagens em um novo endereço. É possível que eu volte a blogar por aqui no futuro, mas por enquanto espero uma visita de vocês na minha casa nova, da qual estou cuidando com tanto carinho quanto sempre cuidei do Manual!

Clafoutis de cereja

O nome é de uma pompa, né? Acho que isso acontece com a maioria das sobremesas francesas; elas têm um nome meio metido capaz de tirar uma mera bomba da vulgaridade. Vá à padaria e peça uma, você receberá um doce de massa choux recheado de creme e coberto com chocolate, delícia! Vá à qualquer doceria mais metida e peça uma bomba, eles vão dizer que não têm, que só servem éclair – e eu tenho uma puta má vontade com isso. É como o bom e velho picadinho que agora virou ragú. Tenho paciência pra essas coisas não… E a calça boca-de-sino que agora é flare? Eu demorei uns bons minutos pra ligar uma coisa na outra e desde então continuo me indagando a razão do rebastimo; boca-de-sino não é um nome bom o suficiente? Eu hein…

The art of french baking, phaidon

Daí eu encontrei esta belezinha com mais de 50% de desconto numa promoção e tive que comprar pra minha coleção – eu tenho o sonho de ter todos os livros de culinária da Phaidon – apesar de todos os meus preconceitos com os nomes afrescalhados e de achar que a doçaria francesa seria dificílima de fazer em casa. Tinha deixado mais pra enfeitar a estante e dar uma olhadinha de vez em quando, pra ver receitas de doces que não faria. Ai gente, quem nunca?

Foi então que o meu plano de reproduzir a torta de cerejas pro jantar de ano novo foi por água abaixo e pelo motivo mais inacreditável de todos: não tinha manteiga suficiente na minha casa! Sabe aqueles momentos em que você pensa “isso nunca aconteceu comigo antes”? Então, bem por aí… Só não cheguei a chorar por causa da intervenção da amiga Yara, que sugeriu procurar alguma coisa no livro novo e eu topei com a receita-mais-fácil-de-fazer-do-mundo; a de clafoutis. Já tinha ouvido falar mas nunca me liguei muito, não me parecia nada muito apetitoso e eu tinha a sensação de que seria uma coisa muito cara de se fazer. Enfim, tinha ido parar no arquivo morto da minha memória. Como eu estava enganada! Ainda bem.

Para fazer o clafoutis vocês vai precisar de:

Manteiga para untar a fôrma e açúcar para polvilha-la;

6 ovos;

40g de farinha;

pitadinha de sal;

265ml de leite;

750g de cerejas picadinhas e sem caroço;

2 colheres de sopa de Kirsch.

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Misture os ovos, o sal e a farinha em uma tigela, junte um pouquinho do leite e bata bem para incorporar ar à massa. Verta o resto do leite, a massa deve ficar com uma consistência parecida com a de panqueca. Acrescente as cerejas, o Kirsch e distribua na tigela untada. Leve ao forno por 35 minutos e polvilhe com o açúcar depois de assada.

clafoutis de cereja

Para o meu paladar de brasileira esquecida que não polvilhou o açúcar depois do clafoutis pronto, acho que podia ser um tantinho mais doce. Outra coisa é que colocaria mais farinha na massa, por causa da quantidade de ovos ela ficou com uma certa carinha de omelete. E o Kirsch pode ser substituído por outra birita do seu agrado, eu coloquei conhaque, imagino que as cerejas também possam ser substituídas por ameixas, morangos, abacaxis… Ou seja, dá pra brincar bastante com a criatividade e comer com sorvete de creme!

Eu não sei fazer quindim

coco fresco

Tem amiga que vem aqui e acha que basta eu encontrar uma receita, me propor a fazê-la e o sucesso será certo. Quem dera! O que acontece é que ninguém quer vir aqui ler a respeito dos meus fracassos na cozinha, oras! O que eu já fiz de pão que … [Leia Mais...]

Esporte espetacular

jalapower

Há um tempinho uma amiga de São Paulo, que não gosta de cozinhar, me fez a seguinte proposta: ela aprenderia a fazer panna cotta se eu a acompanhasse numa prova de corrida, 5Km. Como eu já tinha um histórico - curto e meia-boca, verdade seja dita - … [Leia Mais...]

Guacamole

Guacamole

Quando eu era criança eu não gostava de abacate, de jeito nenhum. Um pouco por birra de criança mesmo, no melhor estilo "nunca experimentei mas não gosto mesmo assim", outro pouco por achar que a combinação com leite e açúcar não era das melhores - … [Leia Mais...]

Patê de berinjela e alho

berinjela

Na mesma noite em que os amigos do Jalapão vieram aqui e eu servi o hommus, fiz também esse patê de alho e berinjela para comermos enquanto esperávamos a pizza esquentar. Eu sou uma grande entusiasta de petisquinhos, acho que mais até do que de … [Leia Mais...]

Yorkshire Pudding

yorkshire pudding

Esse foi o resultado de um dia em que tinha inspiração zero para preparar alguma coisa pro almoço. A falta de criatividade era tanta que eu quase comprei uma daquelas pizzas de sódio congeladas pra comer, mas aí achei que era too much, criei vergonha … [Leia Mais...]

Roast beef

roast beef

Neta de professora de inglês, cresci ouvindo minha avó dizer: "Rôaaast bííííff" e aprendi a falar assim. Não precisa nem dizer que sofri bullying na infância, né mesmo? Eis que hoje, ao contar pra Déia, minha amiga, que estava preparando roast beef … [Leia Mais...]

Rosh Hashaná

Yom Kippur ahead

Semana passada eu estava com mil idéias para escrever um post bonito sobre Rosh Hashana, o ano novo judaico, cheguei até a esboçar alguma coisa mas nada passava de três linhas. Punha um ponto final e ficava olhando para o cursor piscar, completamente … [Leia Mais...]

Hommus

A tigelinha é de cerâmica dos índios Terena, do MS.

O prato nacional de Israel, sem sombra de dúvidas. Acho que dá até mesmo pra dizer que esse é o prato que melhor define o Oriente Médio de maneira geral, agradando judeus e muçulmanos igualmente. Tanto é assim, que a receita que eu fiz veio de um … [Leia Mais...]

Geléia de morango com baunilha

Geléia de morango com baunilha

Dois anos são suficientes para qualificar uma ação como tradição? Se sim, posso dizer que fazer geléias no inverno já está virando tradição, principalmente de laranjas e morango, por serem frutas da estação. Não que eu não produza geléias em outras … [Leia Mais...]

Forgotten Skills of Cooking

Forgotten Skills of Cooking

Título: Forgotten Skills of Cooking Autora: Darina Allen ISBN - 10: 1906868069 ISBN - 13: 78-1906868062 Preço: US$ 22,49 (cotado em 21/08/2013 na Amazon) Por que comprei? A razão de clicar "colocar no carrinho" e fechar a compra na … [Leia Mais...]

Escreve waterzooi, mas fala váterzui

waterzooi

O nome mais assusta do que inspira, mas olha só se não dá agua na boca: Dia desses combinei, muito confusamente, um jantar com minha amiga Claudia. A coisa foi tão enrolada que não sabíamos se seria na minha casa, na casa dela ou em algum … [Leia Mais...]

Pies

Pie & Tart

Título: Pie & Tart Editora: Simon & Schuster Autor: Carolyn Beth Weil ISBN - 10: 0743243161 ISBN - 13: 978-0743243162 Preço: US$ 12,79 (Cotado na Amazon em Agosto de 2013) Por que comprei? Como não comprar um livro lindo … [Leia Mais...]

Por que eu quero um micro-ondas

Durante todos os meus anos paulistanos contei com a ajuda de um micro-ondas (na verdade era microondas, pois ele foi comprado antes da reforma ortográfica) e sempre fiz pouco caso dele. Meu ladinho faculdade-de-humanas-hippie-urbana implicava com a … [Leia Mais...]

Baking for all occasions

Ainda sem muitas marcas de uso

Título: Baking for all occasions, a treasury of recipes for everyday celebrations. Autora: Flo Braker ISBN - 10: 0811845478 ISBN - 13: 978-0811845472 Preço: US$ 24,24 a versão de capa dura, mas tem pra Kindle também por US$15,12 (Cotação … [Leia Mais...]

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