Só pra descontrair

#todasdança enquanto estuda literatura indiana, o Ramayana, as satis, a métrica védica clássica, o rtimo da poesia indiana do Ragveda e todas essas outras coisas bacanas e desconhecidas do público em geral

Quando terminar pode pular na fogueira?

E brincar de indiana? Pode?

De sari, fotografada pelo amigo Leandro

A falta de férias, o mau-humor e um sorvete delícia

É janeirão e, pela primeira vez em muito tempo, não estou de férias. Ano passado estava aproveitando a vida boa numa ilha tailandesa, aprendendo a mergulhar, comendo fried rices with vegetables todo dia e pegando umas festinhas bacanas de noite. Exatamente um ano depois, tenho visto as águas rolarem aqui em São Paulo enquanto tento terminar o mestrado. Não aguento mais ler sobre os rituais de auto-imolação das viúvas indianas que se jogavam (ou eram jogadas) nas piras funerárias de seus respectivos maridos. Há toda uma preocupação e aquele pensamento bom-mocismo ocidental acerca do tema, tenho estado cansada disso. Por que as pessoas não podem simplesmente não intervir na cultura alheia? Com isso em mente comecei até mesmo a pensar na razão de bi ou poligamia serem crimes no Brasil ou todo aquele auê sobre a união homoafetiva. Nós somos um Estado laico ora bolas, fosse religioso ainda vá lá, deixa as pessoas casarem com quem elas bem entendem e com quantas bem entendem. Como que isso pode ser da conta de qualquer pessoa que não esteja diretíssimamente envolvida no assunto? Na Índia nego pode casar com cachorro, com bananeira se quiser; acho digno, contanto que tenha o consentimento da outra parte, o cachorro ou a bananeira. E quanto às viúvas e as piras funerárias, vê-se muito alarde na hora de tirá-las de lá de cima, mas nada sobre o minuto seguinte em que elas já estão a salvo da fogueira e indesejadas por todo mundo. Viúva indiana dá azar, é mau agouro.

Dá pra perceber que eu queria estar de férias e com a tese pronta? É o plano pro ano que vem, enfim. Enquanto o ano que vem não chega, coisa que deve acontecer em, tipo assim, 15 dias pela velocidade com que o tempo tem passado, eu vou ficando por aqui e tentando trazer um pouco de verão pra dentro desta casa. Dessa vez foi em forma de sorvete, receita francesa do Lebovitz, que eu sou chique. Chamada Fleur de Lait. Tem como não querer comer uma coisa com um nome delicado desses? Para ser chique na sua casa também você vai precisar de:

500ml; de leite;

250 ml de creme de leite,

150g de açúcar;

uma pitada de sal;

três colheres de sopa de Maizena.

Aqueça o leite com o açúcar e o sal em uma panela média. Bata junto a maizena e o creme de leite até que esteja dissolvida, junte ao leite. Esquente a mistura, mexendo constantemente, até que que comece a ferver. Diminua o fogo e deixe cozinhar por cerca de dois miuntos, continue mexendo. Tire do fogo, coloque em uma tigela e leve à geladeira para que fique completamente gelado. Antes de colocar na sorveteira, dê uma boa mexida para dissolver qualquer caroço que tenha se formado. Voilá!

E vocês? Que têm aprontado nas férias? Cozinhado? Assistido Barriga de Aluguel? Passeado no parque? Em São Paulo tem bastante opção, inclusive alguns cursos gratuitos para você adquirir aquela expertise que faltava pra virar chef profissional.

Bolo de Bala

Há um tempo atrás fui com meus amigos Bruna e Eduardo conhecer a Papabubble em Pinheiros (na Rua dos Pinheiros, não lembro o número mas tenho certeza que o Google sabe te dar essa informação), uma loja de balas maneiríssima, estilo Willy Wonka. Combinamos o encontro pelo Facebook e a chamada “Vamos na loja de balas na sexta-feira?” causou frenessi, todo mundo querendo saber o que era o programa. Eu, hein? Em que mundo vivemos que as pessoas não conseguem apenas enxergar as coisas pelo que elas são? Como bem disse a Bruna: é uma loja, que vende balas. Mas não é só isso, são balas gostosas pra caramba! E tem tanto sabor e tipo que fica difícil escolher qual levar. Voltei pra casa com dois potes; um grande de sabores de frutas variadas e bem coloridos que acabou rapidão e um menor, todo azul, branco e rosa com sabor de framboesa e limão siciliano.

As balas são duríssimas e grudentíssimas, mas depois de um tempo no pote começam a amolecer e perdem um pouco da graça. Inspirada numa ideia de uma das vendedoras da loja, de moer a bala e usar como açúcar de caipirinha, eu resolvi que ia fazer um bolo com açúcar de bala. Escolhi a receita mais simples que eu tinha, essa aqui, e mandei ver. Moí a bala no liquidificador e usei no lugar do açúcar refinado de sempre. Fica um gosto bem interessante e todo mundo que provou gostou, mas ainda acho que faria mais sucesso entre crianças do que adultos. Por uma simples questão de paladar mesmo, sem contar os pontinhos coloridinhos no meio que dão uma bossa.

A dica que eu dou é de comprar o pacotão de resto de bala que elas vendem lá. As balinhas são todas lindas, fofas, cuti-cuti, com um desenho ou um escrito no meio e o que sobra delas, geralmente um pedação meio feio mas não menos gostoso, elas embalam e vendem por um precinho camarada. O único porém é que cada pedaço é de um único sabor, ao passo que se você comprar um potinho sortido vai ter a surpresa de encontrar gostinhos diferentes na massa do bolo.

O bolo fica bem fofinho e branquinho, pontilhado de azul e rosa do açúcar de bala.

Cinnamon rolls

Ainda vai chegar o dia em que eu vou entrar na cozinha pra preparar algo e não ter um chilique. Algo que já não seja semi-pronto, tipo miojo, que fique claro. Toda vez que eu decido testar uma receita, especialmente se é de coisa inédita, rola um chiliquino básico #prontofalei. E é claro que nesta tarde de muito calor e sol em São Paulo eu resolvi me enfiar na cozinha de forno quente ligado pra preparar uma fornada de cinnamon rolls.

Padaria, infelizmente, não é o meu forte, apesar de já ter ouvido muitas vezes do namorado que “Honey, you’re an excellent baker”. Sou mais boleira que padeira, sou mais amiga do pó Royal do que do fermento Fleischmann. Seria preguiça de sovar a massa? Falta de força nos braços? Aí que ontem eu tava dando uma folheada no “How to be a domestic Goddess” da Nigella e vi a receita dos ditos rolinhos de canela e me lembrei do meu primeiro contato com eles, há quatro anos atrás numa praia de Omã. Minha amiga Elisabet, sueca, preparou uns e desde então que eu morria de vontade de fazê-los mas nunca tinha coragem, por causa da minha total inabilidade para sovar massas. Eis que ontem a Nigella, aquela linda, dizia que era possível sová-los com o gancho para massas da batedeira. A glória! A salvação! A estréia do gancho da KitchenAid!

A estréia do gancho

Li a receita de novo, comecei a juntar todos os ingredientes necessários e dei início ao projeto padaria. Tudo indo bem demais pra ser verdade até o momento de juntar os ingredientes secos e os molhados: “a massa deve ficar suave e ‘pulante’(springy em português? alguém?)”. Tudo bem que a minha experiência de padeira é pouca e os fracassos constantes, mas dava pra perceber que a aquela massa nem de longe se parecia com a descrita no livro, mais impossível ainda seria transformar aquilo tudo numa bola. Chilique, chilique muito feio. Coloco mais farinha, ainda não, mais farinha, ainda não, mais farinha e… hm, agora pelo menos acho que não tá tão ruim. Deixa como tá pra ver como é que fica. Ficou a massa repousando na cozinha e eu vim pra sala chorar as pitangas. Vinte e cinco minutos depois eu volto e ela tá lá, bonitona, gloriosa, crescida, orgulho da mamãe. Dei um soco nela pro ar sair e segui com as instruções da Nigella.

Ói que espetáculo de crescimento! Prontinha pra ser trabalhada.

Para a minha alegria, a massa não só estava bonita como também trabalhável, ela desgrudava dos dedos, soltava do rolo, uma felicidade só. Superfície levemente enfarinhada e a bonita lá, sendo rolada e desenrolada, pincelada, alisada e depois cortada pra ir direto pra assadeira e de lá pro forno. Vinte e cinco minutos depois eu vejo os rolinhos todos crescidos na assadeira, douradinhos, fofos fofos. Tirei do forno, coloquei numa grade e levei pra mesa com um cafezinho. Tudo o que eu precisava pra ser feliz! Nigella, sua linda, quer ser minha amiga?

Para fazer os cinnamon rolls você vai precisar de:

5 a 6 xícaras de farinha (a receita falava 4, mas não foram suficientes);

1/3 de xícara de açúcar;

1/2 colher de chá de sal;

3 colheres de sopa de fermento biológico (eu usei 2 saquinhos de 10g);

1/2 xícara de manteiga;

1 e 2/3 de xícara de leite;

2 ovos.

Numa tigela junte a farinha, o açúcar, o sal e o fermento. Derreta a manteiga e em outra tigela junte com o leite e os ovos, então verta-os sobre os ingredientes secos, misture e comece a sovar – foi aí que o super gancho da super KitchenAid entrou em ação – até que a masa fique suave e pulante (smooth and springy). Forme uma bola com a massa e coloque numa tigela previamente untada com óleo (usei de girassol) para descansar por 25 minutos, cubra com filme de pvc.

Enquanto isso você pode dar início ao recheio, para o qual você vai precisar de:

1/2 xícara mais duas colheres de sopa de manteiga amolecida;

1/2 xícara mais duas colheres de sopa de açúcar;

1 colher e meia de canela em pó.

Aí você vai colocar tudo junto numa tigela e misturar até formar um creme. Pode ser com um fouet, na mão.

25 minutos depois você vai pegar um terço da massa e abrir até que fique do tamanho do fundo da assadeira que você vai usar (retangular de 33 x 25 cm) e que já deve estar devidamente forrada com papel manteiga. Então abra o resto da massa num retângulo de 25 x 50 cm (mais ou menos, mas eu sou neurótica e usei uma fita métrica) e cubra-o totalmente com a mistura do recheio, eu usei uma espátula de confeitar pra facilitar minha vida. A partir do lado mais largo, comece a enrolar como se fosse um rocambole, até você ficar com uma cobrona (lembra das cobrinhas de massinha? é o mesmo princípio) que você vai fatiar em fatias de uns 2 cm, o que deve render umas 20 fatias. Vá colocando-os por cima da massa que está forrando a assadeira, eles ficam todos juntos mesmo, mas depois se separam numa boa, pode confiar.

Primeiro forre a assadeira com o papel manteiga e depois com um terço da massa.

Estenda os outros 2/3 da massa na bancada e espalhe o recheio.

Aí vai cortando a cobra em fatias e colocando sobre a caminha de massa na assadeira.

Mande pro forno por uns 20-25 minutos e aí é só passar um cafezinho, chamar azamiga pra não engordar sozinha e ser feliz!

E no fim eles ficam lindos assim!

Cenas da vida doméstica

O casal volta da feira, onde comprou três abacaxis por R$1, pra casa e a mulher pergunta:

- O que vamos fazer com esses abacaxis todos? É muito só pra comer, acho que dava pra fazer um bolo…

- Suco, Ângela, suco. Coloca um abacaxi inteiro no liquidificador e vê se não vira suco.

Spätzle

A primeira vez que comi spätzle (fala chpétzle) foi em São Paulo em Junho do ano passado e não na Alemanha, por mais incrível que pareça. Eu adoro um macarrãozinho, de modo que foi só provar e amar e , claro, reproduzir. Essa última parte só é que andava meio difícil, a maioria das receitas que eu encontrei eram meio esquisitas e no único blog em que vi fotos de alguém preparando o dito, era escorrendo a massa por uma tábua direto pra panela. Coordenação motora não é o meu forte, de modo que essa possibilidade foi eliminada logo de saída, uma vez que eu não pretendia fazer malabarismos na cozinha só pra ter que limpar uma sujeira monstro depois. Até que ganhei o “Chef Profissional” e lá encontrei uma receita fácil e uma técnica boa pra passar pra panela, o único detalhe era que eu precisaria de um fazedor de spätzle, que eu não tinha da primeira vez que fiz e por isso improvisei com um amassador de batatas (daqueles que são circulares com tipo uma grade no meio do círculo, sabe qual?). Eles ficaram feios pra burro, mas bons de gosto, que é o que importa.

Em Dezembro meu cunhado veio pro Brasil e trouxe o fazedor pra mim, que já mostrei aqui. No ano novo aproveitamos então pra usá-lo pela primeira vez e fazer spätzle com molho de cogumelos que eu finalizei com flor de sal aromatizada com funghi (très chic, não?).

Para fazer os spätzle você vai precisar de:

6 ovos;

125ml de leite;

240ml de água;

noz-moscada;

sal a gosto;

pimenta do reino a gosto;

454g de farinha de trigo.

Primeiro você vai juntar os ingredientes líquidos com os ovos e o tempero e bater bem, depois juntar a farinha e bater bem novamente. A massa deve ficar grossa mas ainda assim fluir bem, deixe descansar por uma hora. Enquanto isso você pode fazer um carinho no cachorro, ver um pouco de tv ou preparar o molho.

Coloque um panelão de água com sal pra ferver e quando a água estiver bem borbulhante é que você deve começar a jogar a massa dentro. Coloque o fazedor de spätzle em cima da panela, ou o amassador de batatas, e aí é só ir jogando a massa aos poucos. Assim que ela cai na água ela bate no fundo da panela e volta pra superfície. Deixe-a a lá por uns segundinhos e depois, com uma escumadeira, deixe escorrendo em uma peneira.

Eles ficam assim, umas bolinhas bonitinhas.

Depois de prontos você pode simplesmente saltear na manteiga e jogar uma salsinha por cima ou colocar o molho que preferir.

*Essa receita rende spätzle prum batalhão, algo como umas oito porções. Se você não tiver tanta gente assim pra alimentar, o que foi o meu caso, você pode congelá-lo. É só passá-los por água fria depois de cozidos, deixar secar um pouquinho e mandar pro freezer. Se não é só fazer meia receita.

Sufganiót, doughnuts ou sonhos

É muito antipático da minha parte dizer que não aguentava mais ver posts sobre natal? Engraçado que chega dezembrão e todos blog só fala de natal: dica de receita doce, receita salgada, dica de presente, de decoração, de como comemorar. Acho que fica assim, tudo meigual. É só eu? É só pelo fato de que nesta casa não se comemora natal?

Enfim, esse mau-humor inicial só pra dizer que as receitas que saíram da minha cozinha, que foram poucas diga-se de passagem, não tinham nada que ver com natal e sim com Hanukkah. Hanukkem? A festa das luzes, daquele grande milagre que aconteceu lá. Este vídeo bem humorado e dançante dá uma explicação melhor da coisa:

Então que as comidas de Hanukkah são todas, ou pelo menos a grande maioria, com óleo. Se você é light, pode só colocar um azeitinho na sua salada ao invés de fritar panquecas de batata ou sonhos. Como aqui nós somos gordinhos, fomos de sonhos deepfried em óleo de canola.

Pra uma primeira tentativa eles até que não saíram tão mal assim, só muito feios, resultados das colheradas desajeitadas que fui pingando no óleo quente. Ao contrário da maioria das receitas, esta não leva fermento biológico, só farinha com fermento, o que facilita a coisa toda.

Para fazê-los você vai precisar de:

duas xícaras e meia de farinha que já vem com fermento (aquela da embalagem laranjinha da Dona Benta);

470 ml de iogurte;

duas colheres de sopa de açúcar baunilhado;

dois ovos;

seis xícaras de óleo de canola;

três quartos de açúcar de confeiteiro

a geléia que você preferir pra recheá-los.

Em uma tigela grande, misture a farinha, o iogurte, o açúcar baunilhado e os ovos. Sove até que todos os ingredientes estejam bem misturados e uma massa grudenta e massudinha se forme. Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 15-20 minutos. Enquanto isso, esquente o óleo em uma panela coberta em fogo médio. Quando a massa já estiver descansada, aumente a temperatura do óleo e então comece a despejar a massa às colheradas.

Frite um dos lados por uns 30 segundos – 1 minuto e depois vire do outro lado e deixe por mais uns 2 minutos, até que esteja um dourado escuro. Tire da panela com uma escumadeira e coloque para secar em papel toalha. Quando não estiverem mais tão quentes, rechei-os com a geléia que você escolheu usando um saco de confeitar.

Assim, já saíram comidinhas mais bonitas da minha cozinha, mas eles ficaram bem gostosinhos.

Quem sabe o que é isso?

Vim dar o ar da graça aqui depois de mais de mês sem aparecer… Cês desculpa? A vida tá um caos generalizado e eu não tenho tido tempo de fazer quase nada, mas outro dia fiz uma receitinha que ficou ótema! Amanhã volto com a receita, mas por hoje deixo um desafio, quem sabe o que é este objeto da foto?

Já adianto que não é um ralador!

A ocupação da minha cozinha

Nesse momento  sofro com um tipo de ocupação; baratas, muitas baratas. Daquelas pequeninas, resolveram ocupar o cômodo mais importante da casa. O que elas reivindicam? Não sei. O movimento todo começou tímido, vez ou outra aparecia uma que era rapidamente eliminada. Mas de uns tempos pra cá a coisa tomou força e de noite elas sempre aparecem. Icaro e eu já tentamos de tudo, tiramos todos os móveis do lugar, limpamos a cozinha inteira e nada. Até que a Selma me recomendou um tal de K-Othrine, remédio da Bayer pra controle de pragas.

Lá fui eu à Cobasi comprar um vidrinho pra passar na cozinha. “Dilua 8ml em 1L de água”, diluí 4ml em 500ml, espirrei na cozinha inteira, área de serviço idem. Me mandei pra Campinas, voltei dois dias depois e nada da coisa funcionar, as malditas continuavam a aparecer. Achei que uma vez só talvez fosse insuficiente e resolvi dar mais uma chance ao remédio, espirrei tudo de novo. Quando nem na segunda vez a coisa se resolveu, apelei e diluí 20ml em 500ml #aloka e mandei ver. Tirei TUDO dos armários da cozinha e borrifei. Pois não é que hoje achei mais delas?

Alguém sabe o que fazer? Tem o nome de uma boa dedetizadora? Socorro, gentes!

Das coisas maneiras

que a gente compra pra cozinha. Lá pelos idos de 1998 abriu a primeira Spicy em Campinas, no shopping Galleria, e lá fomos eu e minha mãe conhecer a loja. Naquela época, uma loja de cozinha com coisas mais especializadas, diferentes, importadas, ainda era raridade no mercado brasileiro e a gente ficou achando tudo o que tinha lá o maior barato. Uma das coisas que mais chamou a minha atenção foi uma peneira de farinha. E agora você me pergunta: e por que uma peneira de farinha? Qual a diferença entre esta e uma outra que eu posso comprar por cinco reais no mercado mais próximo?

A peneira de farinha é mais alta, o exterior dela lembra um pouco o de uma lata de leite condensado maior e com alça e o fundo é uma tela, com um mecanismo de metal que faz com que o processo aconteça mais rapidamente e sem desperdício de matéria prima. Foi pra minha lista e de lá só saiu há uns 20 dias quando, na Alemanha, achei uma pra chamar de minha. Vocês sabiam que lá o Dr. Oetker (o mesmo da gelatina e do sagú) é um personagem famoso? Tipo a Dona Benta no Brasil e a Betty Crocker nos EUA. Tem tudo do Dr. Oetker; livro de receitas, forminhas de bolacha, peneira de farinha, formas de bolo…

Por fora lembra uma lata de leite condensado com alça.

Por dentro a peneira propriamente dita e o mecanismo que faz com que a farinha vá saindo aos poucos.

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