Torta de banana para as mães da família

 

Torta de banana

O almoço de dia das mães desse ano foi aqui em casa e bem petit comité, já que só um dos quatro tios, além da minha mãe, pôde estar presente. Eu gosto de encontros de família cheios de gente, mas como cozinheira preciso admitir que os pequenos são bem mais fáceis de administrar.

O cardápio foi planejado por mim e pela dona Marta: queijo de coalho de petisco, salada, Spätzle com molho de cogumelos pra dar cabo de uns Portobello que estavam na geladeira sem destino certo e torta de cereja, pra usar umas em conserva que estão há um bom tempo na despensa. Tudo muito bom, muito gostoso e nada que rendesse receita nova pra cá, já que seria um belo dum “Vale a Pena Ver De Novo”. Até que eu fui reconsultar a receita da torta de cereja e descobri que só tinha metade da quantidade que era pedida. Fuén fuén fuén… Comecei a folhear o livro da Williams-Sonoma pra ver se encontrava alguma outra opção, mas sem muito ânimo, já que a despensa de casa não estava super bem abastecida. Até que encontrei uma receita de torta de banana e, bingo!, para essa tinha tudo o que seria necessário! Tudo menos a gelatina sem sabor…

Não estava com a menor disposição de sair de casa para ir ao mercado e comprar SÓ a gelatina sem sabor. Comecei a pensar em como substituir e já estava quase pegando as chaves do carro quando me lembrei de uma quantidade monstruosa de ágar-ágar que comprei há um bom tempo e quase nunca usei. A primeira experiência, tentando substituir a gelatina numa receita de Pana Cotta, deu completamente errado e eu fiquei com um mingauzinho mole com um gosto horrível de alga e mar. Como diria um amigo meu, estraguei o creme de leite E o ágar-ágar, que voltou pra cima da prateleira e lá ficou.

Dessa vez fui procurar nessa internet de meu D’us como utilizar a alga em substituição à gelatina. Primeira coisa que descobri é que o ágar-ágar precisa, além de ser hidratado, ser fervido para funcionar direito. Segunda coisa é que a proporção é de cerca de 10 a 12 gramas para 1 litro de água, mais ou menos uma colher de sopa. Sabendo disso, foi mais fácil acertar dessa vez!

Para fazer a torta de banana você vai precisar de:

Massa da torta:

200g de farinha de trigo;

uma colher de sopa de açúcar;

1/4 de colher de chá de sal;

1/2 xícara (125g) de manteiga fria sem sal cortada em cubinhos;

3 colheres de água bem fria.

Coloque a pá da batedeira e junte a farinha, o açúcar e o sal na tigela da batedeira, mexendo primeiro só com uma colher para combinar os ingredientes. Adicione a manteiga e, com uma colher, jogue-a de um lado para o outro de modo que os cubinhos de manteiga fiquem cobertos pelos ingredientes secos. Ligue a batedeira em velocidade média e bata até que fique parecendo uma farinha grossa, como de cuscus. Junte a água e bata mais um pouco, até que a massa fique uniforme; é bem rapidinho.

Forre uma forma de torta com essa massa e leve à geladeira por 30 minutos, até ela firmar. Enquanto isso pre-aqueça o forno a 180 graus. Leve a massa ao forno, coberta com papel alumínio e coberta com feijõezinhos ou arroz (para evitar que a massa cresça e fique esquisita, os grãos fazem o peso necessário) por 25 minutos. Depois desse tempo tire os grãos e o alumínio e volte a massa por forno por mais 10 minutos, até que esteja dourada. Deixe em uma grade para esfriar.

Recheio:

60ml de água;

1 pacotinho de gelatina em pó sem sabor ( eu usei algo como 1/4 de colher de chá de ágar-ágar);

500ml de leite;

4 gemas de ovos;

125g de açúcar;

1/4 de xícara (30g) de maizena;

1/4 de colher de chá de sal;

1 colher de chá de essência de baunilha;

3 bananas descascadas e cortadas em rodelinhas.

Hidrate a gelatina na água (se estiver usando o ágar-ágar é só ferver com a água). Em uma panela esquente o leite sem ferver e desligue o fogo. Em uma tigela, misture as gemas e o açúcar até obter um amarelo pálido, junte a maizena e o sal, mexendo até ficar homogêneo. Junte o leite quente em duas adições de 250ml cada uma, batendo bem depois de cada uma delas. Volte a panela ao fogo e mexa constantemente, até que a mistura engrosse e comece a borbulhar. Tire do fogo e junte a baunilha.

Forre o fundo da forma com a massa da torta com a banana e despeje o creme por cima. Cubra com filme PVC e leve à geladeira por, pelo menos, 4 horas. Na hora de servir cubra com um pouquinho de chantilly.

 

A coisa mais louca que já me aconteceu na vida

Meu sonho de adolescência era ter uma câmera à prova d’água. Mais especificamente, esta daqui:

canon-a-prova-dagua

Era um modelo de filme, da Canon, pelo qual me apaixonei em 1998 depois que vi uma amiga da minha mãe usando. Na época era caríssima, acho que custava uns R$ 600,00, que equivaliam US$ 600,00. Ou seja, era completamente impensável. Ainda mais pra mim, do alto dos meus 13 aninhos, sonho dos grandes. Demorou muito até eu ter dinheiro suficiente pra comprar uma câmera à prova d’água; ainda mais porque, nesse meio tempo, apareceram as digitais. Havia muito poucos modelos subaquáticos digitais disponíveis e a qualidade deles não era lá grandes coisas, de modo que eu tive que esperar até 2010 para comprar minha primeira câmera à prova d’água.

Foi o primeiro modelo digital que a Canon lançou e o que me pareceu melhor custo x benefício na época em que comprei. Essa daí, infelizmente, durou pouquíssimo nas minhas mãos. Foi roubada, na mão grande, por um maldito dum crackeiro. “Paciência”, pensei, e comprei uma Nikon que virou meu xodó. Até que essa daí também se perdeu nas águas do Jalapão, como contei aqui. Aí fiquei pensando que, apesar de querer muito uma câmera à prova d’água, não estava no meu destino ser dona de uma.

Até que há duas semanas o telefone de casa tocou e um “Rafael, de Palmas” pediu pra falar comigo. Na hora não entendi nada, não me lembrava de ter conhecido ninguém com este nome quando estive no Tocantins, mas foi só ele dizer que tinha ido ao canyon da Suçuapara para minhas antenas ficarem alerta. Então ele completou a história, contando que tinha ido lá com um amigo e, enquanto nadava na cachoeira, a cordinha da minha Nikon enroscou no braço dele, que por sua vez a puxou e pegou a máquina!

Por mais incrível que possa parecer, mesmo depois de um mês e meio debaixo d’água, a danada ainda estava funcionando e tinha bateria! Ou seja, alguém querendo comprar uma câmera resistente à água e com uma bateria que dure infinitamente, a dica é a Nikon AW 100. Foi então que ele resolveu ligá-la e encontrou esta foto:

Hotel Pousada dos Girassóis

Achei uma gentileza tremenda do hotel e resolvi fotografar. Foi a minha sorte e a prova de que “gentileza gera gentileza”! Por causa dessa foto, o meu anjo da guarda conseguiu entrar em contato com o hotel, que passou meu telefone e ele me ligou. Aí só tive que passar meu endereço e esperar a kombi do SEDEX bater na minha porta.

E não é que no fim essa câmera era mesmo pra ser minha? Tanto era que voltou e agora eu é que não me desgrudo mais dela, minha companheira de viagens e histórias incríveis!

Pizza caseira

Foto "instagrada" de uma das vezes em que jantei pizza na casa da vovó.

Toda família tem uma comida relacionada a uma data, especialmente às festivas. Mas também às corriqueiras, como a popular macarronada domingueira. A tradição no lado Raposo de Medeiros da família é a pizza caseira do jantar das … [Leia Mais...]

Sopa de aspargos

Teve um pão de milho pra acompanhar.

  Mais uma pro hall das sopas, essa daqui foi feita há um tempão e só agora me lembrei de postar. Tempão mesmo, algo como dois anos atrás, a sorte é que na hora fotografei a dita pois pensava em publicar a receita pouco depois. … [Leia Mais...]

Sopa de abóRba

Abóbora

Na minha opinião, a comida que mais combina com o fim de um dia de trabalho - e os meus sempre terminam às 21:00 - é um prato de sopa acompanhado por um pãozinho. É rápido, uma vez que geralmente tenho ela pronta e então o único trabalho que … [Leia Mais...]

Bolo de leite Ninho

Bolo de leite Ninho

Já tivemos a modinha do petit gatêau, do cheesecake, do brigadeiro, do cupcake, do macarron, da trufa, dos cookies, do brownie... E algo me diz que o leite Ninho será o próximo hype. Outro dia um aluno falou sobre um sorvete de leite Ninho … [Leia Mais...]

Supermercado em família

Com a vovó.

Há quem não suporte encarar uma pia de louça suja, sue frio ao pensar em dar cabo de uma pilha de roupas para passar, tenha trimiliques só de pensar em passar aspirador de pó ou varrer a casa... Não que eu ame executar qualquer uma dessas … [Leia Mais...]

Concurso cultural lojas TaQi

aniversario-taqi

Consolidada como um dos principais comércios eletrônicos da região sul do país, a Lojas taQi visa atingir cada ver mais consumidores pelo Brasil. A qualidade da empresa pode ser comprovada a partir do selo de Loja Ouro registrado pelo instituto … [Leia Mais...]

A dona-de-casa e a furadeira

A equipe toda, no Winter Challenge de 2009, em Amparo.

Outro dia li um texto, bem babaca por sinal, sobre mulheres saberem trocar resistência de chuveiro ou isso ser trabalho/função de homem. Acho que nem um e nem outro, não sei dizer se existe alguma habilidade que deva pertencer exclusivamente a um … [Leia Mais...]

Geléia de jabuticaba

Jabuticaba fora época, tipo micareta do pomar.

Dias atrás aticei a fome de duas colegas de trabalho ao colocar esta foto no Facebook: A jabuticabeira do meu quintal, tal qual uma micareta, resolveu dar fruta fora época para a alegria de todos nós. Virou caipirinha, virou lanche que … [Leia Mais...]

Pêssach

Família judia

Ano passado já escrevi a respeito dessa festa, mas sem nenhuma receitinha, falei apenas um pouco sobre o significado e linkei um texto que havia sido publicado no site da comunidade que eu frequento em São Paulo. É curioso olhar para trás e … [Leia Mais...]

Chipa do Tocantins, a comida com sabor de desapego

O instante fatídico.

Semana passada, depois da tão temida defesa do mestrado, fui viajar para o Jalapão - TO pra dar uma relaxada. Desde janeiro que eu via fotos e estava louca de vontade de conhecer o Jalapão, ver todas aquelas dunas e cachoeiras maravilhosas e só … [Leia Mais...]

Pato com laranja

Pato com laranja

Domingo desses acordei com desejo de comer pato, pato com laranja, pra ser mais exata. Sim, eu tenho desses rompantes lariquentos esquisitos. E não, eu não sossego enquanto não comer aquela coisa específica que despertou meu monstro da fome.  … [Leia Mais...]

Orelhas de Hamam para Purim

Orelha de Hamam

Purim é a festa judaica que eu mais gosto, pela festa, farra e bagunça que rolam. Pra quem olha de fora e vê aquele povo todo fantasiado deve pensar que é tipo o carnaval dos judeus. A razão da comemoração? Como um amigo certa vez bem resumiu … [Leia Mais...]

Espaços pequenos

Parece que cada vez mais as casas diminuem e nós nos apertamos dentro delas. Sem contar a quantidade de eletrodomésticos que temos hoje em dia e que ocupam praticamente todo nosso pouco espaço. Tenho a impressão que antigamente, além do fogão e … [Leia Mais...]

Quando eu achei que ia poder sossegar…

descobri que não ia ser bem assim! Ainda essa semana escrevi sobre continuar descobrindo roupas e objetos os mais variados no processo de desempacotamento pós-mudança, mesmo meses depois dela ter acontecido. Aí que nem sempre, na verdade … [Leia Mais...]