Eu voltei, provavelmente para ficar

Pois é, né? Depois de mais de dois anos voltei a clicar no “adicionar post novo” na barra à esquerda do painel de controle do blog.

Tanta coisa mudou na minha vida nesses 24 meses que tá até difícil de pensar por onde devo começar. Talvez seja o caso de fazer uma sinopse, como aquelas que a gente via em contracapa de VHS quando ia na locadora escolher um filme. Com vocês:

Os dois últimos anos da vida de Ângela Goldstein

Depois de retornar da Tailândia em março de 2015, Ângela se prepara para ir a Inglaterra passar uma temporada com o namorado, lá ela aprende a fazer crochê com a sogra. Ao regressar ao Brasil em outubro do mesmo ano retoma a rotina de aulas particulares em Campinas ainda morando na casa da mãe. Em março de 2016 volta à Inglaterra, onde fica por dois meses. Mais uma vez volta para a rotina de aulas em Campinas, o relacionamento à distância chega ao fim e uma oportunidade de trabalho em São Paulo aparece. Em setembro, juntamente com o novo emprego, inicia-se a busca por um novo apartamento. A mudança acontece em novembro.

Então é isso, minha gente, desde o fim do mês passado estou instalada na capital outra vez. Agora bem longe do meu querido e saudoso Brooklin, vim parar num pedaço da cidade que nunca me encantou muito; a Vila Madalena. Pois é, podem achar estranhão, eu não gosto muito da Vila Madalena, de sorvete de chocolate e nem de nutella. Vim parar aqui simplesmente por não abrir mão de morar perto do trabalho, de casa na fiRma demoro 10-15 minutos. Aos poucos estou conhecendo mais do bairro e simpatizando com ele.

A casa também está tomando forma e aos poucos sendo cada vez mais minha, apesar de ainda ter um monte de caixa espalhada por aí. Devagar devagarinho vou voltando pra cá também, tenho tanto do que falar sobre os últimos meses de procura por casa e quetais.

Deixo vocês com uma foto da casinha nova, pra saciar um pouco a curiosidade!

Sala

Mudanças

Estou com uma certa vergonha de começar a escrever esse post, só hoje que me dei conta que há DEZ meses eu não atualizo o Manual. Acho que nunca deixei o blog abandonado por tanto tempo, mas acontece que a vida foi me levando pra outros caminhos e eu acabava nunca tendo assunto, ou mesmo vontade, para vir compartilhar com vocês.

Em junho de 2012, depois do fim de um relacionamento bem tenso, me vi sem alternativas para continuar com a minha vida em São Paulo e voltei para a casa da minha mãe em Campinas. Não foi uma decisão difícil de ser tomada, mas isso não significa que tenha sido fácil de ser seguida; quem já saiu da casa dos pais e precisou voltar, sabe muito bem do que eu estou falando. Por mais que eu adore a minha mãe e nós tenhamos um bom relacionamento, me readaptar à vida com ela não foi bolinho. A gente cria nossas próprias rotinas e acentua alguns hábitos que são dificílimos de serem quebrados quando temos nossas próprias casas, comigo não foi diferente.

Desde que voltei a Campinas passei a cozinhar muito menos e também a me interessar menos por questões domésticas. Não porque eu tenha virado “filhinha da mamãe” outra vez – do tipo que espera que as roupas apareçam magicamente dobradas dentro do armário depois de serem jogadas no chão do banheiro – mas porque eu não estava dividindo a casa com uma amiga, de igual para igual. Eu estava voltando à casa da minha mãe e casa da mãe a gente respeita, não tenta incorporar mudanças. Então eu estava naquele limbo de uma casa que é minha mas não é, na qual eu não tinha liberdade para fazer as coisas da maneira que eu queria e isso foi me distanciando mais e mais do Manual da Dona de Casa. Afinal de contas, agora eu era a filha da dona da casa e não mais a dona.

Foi então que em janeiro desse ano, um pouco depois do último post que publiquei por aqui, eu tomei uma decisão que estava ensaiando há muito tempo e comprei uma passagem só de ida para a Tailândia. Cheguei à Terra dos Sorrisos (acho a coisa mais linda do mundo a Tailândia se chamar de Land of Smiles) no fim de julho e não sei bem quanto tempo ainda fico por aqui, o que é um pensamento que muito me agrada. Desde então estou trabalhando em uma escola de mergulho e blogando sobre a vida em Koh Phi Phi e viagens em um novo endereço. É possível que eu volte a blogar por aqui no futuro, mas por enquanto espero uma visita de vocês na minha casa nova, da qual estou cuidando com tanto carinho quanto sempre cuidei do Manual!

Clafoutis de cereja

O nome é de uma pompa, né? Acho que isso acontece com a maioria das sobremesas francesas; elas têm um nome meio metido capaz de tirar uma mera bomba da vulgaridade. Vá à padaria e peça uma, você receberá um doce de massa choux recheado de creme e … [Leia Mais...]

Eu não sei fazer quindim

Tem amiga que vem aqui e acha que basta eu encontrar uma receita, me propor a fazê-la e o sucesso será certo. Quem dera! O que acontece é que ninguém quer vir aqui ler a respeito dos meus fracassos na cozinha, oras! O que eu já fiz de pão que … [Leia Mais...]

Esporte espetacular

Há um tempinho uma amiga de São Paulo, que não gosta de cozinhar, me fez a seguinte proposta: ela aprenderia a fazer panna cotta se eu a acompanhasse numa prova de corrida, 5Km. Como eu já tinha um histórico - curto e meia-boca, verdade seja dita - … [Leia Mais...]

Guacamole

Quando eu era criança eu não gostava de abacate, de jeito nenhum. Um pouco por birra de criança mesmo, no melhor estilo "nunca experimentei mas não gosto mesmo assim", outro pouco por achar que a combinação com leite e açúcar não era das melhores - … [Leia Mais...]

Patê de berinjela e alho

Na mesma noite em que os amigos do Jalapão vieram aqui e eu servi o hommus, fiz também esse patê de alho e berinjela para comermos enquanto esperávamos a pizza esquentar. Eu sou uma grande entusiasta de petisquinhos, acho que mais até do que de … [Leia Mais...]

Yorkshire Pudding

Esse foi o resultado de um dia em que tinha inspiração zero para preparar alguma coisa pro almoço. A falta de criatividade era tanta que eu quase comprei uma daquelas pizzas de sódio congeladas pra comer, mas aí achei que era too much, criei vergonha … [Leia Mais...]

Roast beef

Neta de professora de inglês, cresci ouvindo minha avó dizer: "Rôaaast bííííff" e aprendi a falar assim. Não precisa nem dizer que sofri bullying na infância, né mesmo? Eis que hoje, ao contar pra Déia, minha amiga, que estava preparando roast beef … [Leia Mais...]

Rosh Hashaná

Semana passada eu estava com mil idéias para escrever um post bonito sobre Rosh Hashana, o ano novo judaico, cheguei até a esboçar alguma coisa mas nada passava de três linhas. Punha um ponto final e ficava olhando para o cursor piscar, completamente … [Leia Mais...]

Hommus

O prato nacional de Israel, sem sombra de dúvidas. Acho que dá até mesmo pra dizer que esse é o prato que melhor define o Oriente Médio de maneira geral, agradando judeus e muçulmanos igualmente. Tanto é assim, que a receita que eu fiz veio de um … [Leia Mais...]

Geléia de morango com baunilha

Dois anos são suficientes para qualificar uma ação como tradição? Se sim, posso dizer que fazer geléias no inverno já está virando tradição, principalmente de laranjas e morango, por serem frutas da estação. Não que eu não produza geléias em outras … [Leia Mais...]

Forgotten Skills of Cooking

Título: Forgotten Skills of Cooking Autora: Darina Allen ISBN - 10: 1906868069 ISBN - 13: 78-1906868062 Preço: US$ 22,49 (cotado em 21/08/2013 na Amazon) Por que comprei? A razão de clicar "colocar no carrinho" e fechar a compra na … [Leia Mais...]

Escreve waterzooi, mas fala váterzui

O nome mais assusta do que inspira, mas olha só se não dá agua na boca: Dia desses combinei, muito confusamente, um jantar com minha amiga Claudia. A coisa foi tão enrolada que não sabíamos se seria na minha casa, na casa dela ou em algum … [Leia Mais...]

Pies

Título: Pie & Tart Editora: Simon & Schuster Autor: Carolyn Beth Weil ISBN - 10: 0743243161 ISBN - 13: 978-0743243162 Preço: US$ 12,79 (Cotado na Amazon em Agosto de 2013) Por que comprei? Como não comprar um livro lindo … [Leia Mais...]

Por que eu quero um micro-ondas

Durante todos os meus anos paulistanos contei com a ajuda de um micro-ondas (na verdade era microondas, pois ele foi comprado antes da reforma ortográfica) e sempre fiz pouco caso dele. Meu ladinho faculdade-de-humanas-hippie-urbana implicava com a … [Leia Mais...]

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