Colcha de retalhos – um projeto em andamento

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Passando todos os retalhinhos antes de cortá-los.

No que o tempo começa a dar uma trégua, as noites se tornam mais frias e só o lençol não dá conta de esquentar. Contudo, um cobertor ainda não é o caso e uma colcha de tecido vem bem a calhar, cumprindo o papel de oferecer um calorzinho sem sufocar. Pensando na necessidade de uma colcha, na falta de verba e no gosto do “eu que fiz”, resolvi tirar de vez a poeira das máquinas, puxar a cadeira e mandar brasa. Estou eu mesma fazendo a minha própria colcha de retalhos. Nada contra quem chama de patchwork, mas não vejo por que renomear a atividade de trabalhar com retalhos. Aliás, esta não é uma palavra bonitinha? Retalho, tem um som simpático.

Só aqui em casa, feitas pela avó da minha mãe, aquela mesma que era dona da Singer pretinha, temos três destas colchas. A última delas, feita especialmente para mim quando eu ainda era criança e por isso mesmo mais pequenina. Daí que retalhos aqui nesta casa são o que não me faltam; oficialmente costurando já faz dez anos e extra-oficialmente não saberia nem dizer… Se entrarem para a conta os anos em que já costurava as roupas das minhas bonecas, são quase vinte. Deu pra juntar uma bela quantidade, né?

A maioria consiste de pedaços de algodãozinho estampado, meus queridos do coração pela fofurice e facilidade tanto na hora de cortar quanto na de costurar – odeio tecido que escorrega. Mas também tem cetim, veludo, brim e outros tipos que não combinariam com uma colcha de retalhos. Se bem que uma composta apenas por pedacinhos de cetim seria a quintessência do luxo, poder e glamour, hein?

Curiosamente, a somatória de todos os meus retalhinhos não foi suficiente para produzir uma colcha inteira e precisei recorrer à amiga e vizinha Ana Sinhana, que me liberou de bom grado uma sacola cheia. O projeto esta andando a passos de tartaruga e a colcha talvez fique pronta para o outono do ano que vem. Mas quem se importa, não é mesmo? Fazê-la é a maior parte da diversão!

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Sobre Ângela

Professora, mestranda e dona de casa. Ou seja, a pessoa que, na concepção dos outros, menos trabalha no mundo.

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