Bolo de bolo, de despedida

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É um cupcake enorme!

Eu tenho a grande sorte de ter uma amiga que me faz o frete de fôrmas de bolo e utensílios de cozinha em geral e a última que chegou foi esta de cupcake grandão. Achei que uma fôrma tão bacana merecia uma estréia à altura; como quinta passada foi meu último dia de trabalho na escola, para me despedir dos colegas e alunos queridos levei um bolinho para comermos todos juntos, antes da aula da manhã.

A fôrma é enorme! Tem capacidade para 10 xícaras de massa, que é massa pacas, e esse volume todo me deixou encafifada. Eu não tinha nenhuma receita que rendesse tanta massa assim e a que veio no encarte da Wilton não me apeteceu. Sem contar que o tamanho e  a forma da fôrma (por mais redundante que isso possa parecer) são cruciais para o sucesso do seu bolo. De nada adianta querer assar uma receita que pede uma fôrma quadrada pequena em uma grande, redonda e de furo no meio. O bolo não cresce, você se frustra e é todo aquele horror de ter que jogar comida fora. Evitemos o desperdício conciliando receitas e recepientes, sim?

Ao meu dilema das proporções e acondicionamento, somou-se a total escassez de matéria-prima. É claro que o mínimo necessário para a confecção de um bolo havia na minha cozinha: farinha, manteiga, ovos, leite, açúcar e essência de baunilha. Não tinha uma cenoura ou limão que fosse para dar um gostinho mais especial, o que já exclui boa parte das receitas que constam nos meus livros. Mas… tinha chocolate! Do bão, trazido de München, 70% de cacau. Pensei mais um pouquinho e achei por bem fazer um bolo simples, bolo de bolo. Sabe como é? Tipo esse aqui, com as devidas alterações para que as 10 xícaras fossem preenchidas e não ficasse um resultado medíocre.

Pronto o bolo, cavoquei um pouco a parte de baixo, o “cup” do cupcake e preenchi com ganache de chocolate – misturei o Lindt super duper com chocolate do padre de barra e creme de leite – e montei a parte de cima. O que sobrou do ganache virou cobertura da parte de cima do bolo, o “topping” (acho essa palavra tão antipática, qual o problema de falar cobertura?). Às seis e meia da manhã, só eu e os padeiros da Leiriense confeitávamos bolo.

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Sobre Ângela

Professora, mestranda e dona de casa. Ou seja, a pessoa que, na concepção dos outros, menos trabalha no mundo.

Comentários

  1. Aline Bragagnolo diz:

    Olá!
    Preciso de uma forma dessas, onde posso encontrar?
    Grata,
    Aline

  2. Ângela diz:

    Oi, Aline!
    Eu comprei essa forma pela Amazon e uma amiga trouxe dos EUA pra mim. Aqui no Brasil já vi alguns modelos de forma da Wilton pra vender na Barra Doce.
    Abraço!

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