Almocinho de amiga querida

[print_link] | [email_link]

Hoje eu tive o prazer de receber minha amiga Adriana pro almoço. A Dri é minha amiga desde tempos da escola, quando fazíamos dupla para pintar mapas nas aulas de geografia e conversávamos sobre músicas dos anos 1970 que tocavam na rádio Antena 1. A gente cresceu, viu in loco alguns dos países que colorimos e hoje em dia quando nos encontramos o papo pode até desviar, mas volta sempre para o nosso tema preferido: nossas casinhas.

Como, além de amiga querida, a Dri também é minha designer, eu queria muito agradecer por todos os trabalhos lindos que ela fez para mim e caprichei no cardápio. Como prato principal tivemos o prato preferido dela, risotto de funghi e de sobremesa sorvete de creme com brownie.

De tão gostoso saiu até fotogênico

Risotto sempre foi dessas comidas que me assustou e que por isso mesmo sempre evitei preparar. É dessas comidas que, por parecer simples de fazer, as pessoas fazem de qualquer jeito. Arrisco dizer que o risotto é para a culinária, o que o violão é para a música – lembro do meu professor de clarinete falar que “violão é o instrumento mais fácil de tocar mal”. Por isso fui atrás de receitas e métodos confiáveis para não fazer mal feito. Abri o “Chef profissional” e o “Técnicas culinárias do Le Cordon Bleu” para me guiar e com isso me sinto segura para contar como fiz esse risotto e como poderia fazer muitos outros.

Diria que duas coisas são fundamentais para o bom resultado do seu prato: um arroz de boa qualidade e um caldo igualmente bom. O arroz pode ser carnaroli ou arbório e o caldo deve ser o mais próximo do natural possível. Para o caldo eu usei um talo de alho-poró fatiado bem fininho, uma cenoura cortada em rodelas, os talos dos cogumelos e dei uma trapaceada usando um pouco de caldo knorr, não do cubinho mas daquele que vem num potinho e lembra uma consistência de gelatina. Depois de dourar todos os legumes acrescentei um litro de água e quando a água ferveu eu adicionei o caldo knorr. É legal você já ter o caldo bem quente na hora que começar cozinhar o risotto pois isso diminui o tempo de cozimento.

Para selar o arroz é bom colocar alguma gordurinha na panela já quente, eu usei manteiga, e só depois acrescentar o arroz. Junto com a manteiga eu refoguei mais um talo de alho-poró fatiado bem fininho. Feito isso, coloque umas duas conchas de caldo e assim o arroz vai sendo cozido. Não vale afogá-lo com todo o caldo que você preparou logo de primeira, tem que ir colocando aos pouquinhos. Quando o cozimento estiver chegando perto do fim, pode-se adicionar um pouco de vinho branco (eu usei Sauvignon Blanc). A medida foi feita no olhômetro mesmo, mas não passou de meio cálice de vinho, é só para dar um gostinho mais ácido.

Bem no fim do processo acrescentei os cogumelos, que já tinha preparado com manteiga numa frigideira, e um bom punhado de queijo parmesão ralado, que vai dar a liga no risotto. Não importa se você vai usar cogumelo, frango, aspargos, tomates, tudo o que for dar personalidade ao seu risotto já deverá estar preparado à medida em que o tempo de cozimento do arroz está próximo do fim. Esses ingredientes todos são incorporados ao prato e não cozidos na mesma panela.

No fim das contas pude perceber que o risotto não é mesmo um prato de difícil execução, mas que suas etapas devem ser bem respeitadas. Feito isso, seu sucesso está garantido!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Sobre Ângela

Professora, mestranda e dona de casa. Ou seja, a pessoa que, na concepção dos outros, menos trabalha no mundo.

Comentários

  1. Me convida pra almoçar risotto, vizinha?

Deixe o seu comentário

*

css.php