Bolsinha da vovó, um projeto a quatro mãos e bateção de duas cabeças

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Todos os materiais necessários para a execução do projetinho.

Eu já falei aqui sobre a minha vizinha querida, fada madrinha das framboesas e volto a falar outra vez, uma vez que não é todo dia que a gente encontra uma amiga que divide tantas paixões assim na vida: tecidos, linhas, agulhas, creme de leite e manteiga. Deixemos os últimos dois ítens fora da pauta de hoje e foquemos na costura, um tema tão presente na minha vida quanto raro aqui neste blog.

Outro dia eu e Ana saímos para andar por aí, pelo centro de Campinas, a procura de tecidos e encontramos aqueles ferrinhos usados para fechos de bolsinhas, daquelas que a avó de todo mundo tem uma. Eu já tinha visto um projetinho desse modelo de bolsa numa Manequim Ponto Cruz dos idos de 1999, que tinha um risco de florzinha para ser bordado num dos lados e o esquema de montagem. Já desde aquela época eu tinha ficado com vontade de fazê-la mas nunca tinha ido atrás de nenhum dos materiais e ia sempre postergando, até a semana passada.

De posse dos fechinhos, resolvemos arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Para fazer a minha bolsinha escolhi um tecido lindo que tinha em casa, um algodão bordado, sobra de um vestido que fiz para ser madrinha de casamento há uns 4 anos; para o forro usei o mesmo cetim com que forrei o vestido.

A primeira providência foi traçar um molde da bolsa em papel craft a partir do fecho, cortar o tecido da bolsa, o do forro e carbonar tudo. Pelamordedeus, riscar o tecido antes de cortar, só com instrumento apropriado pra isso, hein? Vale giz de alfaiate, lápis ou até mesmo um restinho de sabonete branco, nada de meter caneta Bic, que só vai estragar o seu tecido e NÃO sai!

Pra marcar tecido só pode usar material apropriado, hein? Nada de caneta Bic!

Carretilhar e carbonar é outra etapa muito importante do processo, pois vai te guiar na hora de passar a costura e te poupar de ter que refazê-la, pois a chance de sair torta é muito menor. Fazer um alinhavo depois de juntar as duas partes com alfinetes fica a critério da costureira. Como eu estava usando algodão, que é um tecido bastante obediente, optei por não fazê-lo mas quando trabalho com musseline, um tecido famoso por ser mal-criado, faço sempre um alinhavo pra garantir uma costura “crasse A”, como diria a vizinha. Feito isso é partir pra máquina, lembrando de deixar uma “boquinha” para encaixar no ferrinho do fecho – eu não me lembrei, costurei mais do que devia e tive que desmanchar, tudo por pura distração.

Passadas as costuras, na bolsa e no forro, é legal fazer uns picotes nas partes arredondadas para facilitar a sua vida na hora de virar.

Depois de virar a bolsinha e o forro, você vai colocar o forro dentro da bolsa e, de um dos lados, costurar a lateral da boquinha com a parte de cima. No outro lado é preciso deixar uma abertura para poder virar a costura novamente e deixar tudo no lado direito. A Ana dá explicações mais detalhadas aqui.

Agora chega a hora mais temida de todas, encaixar a bolsinha no fecho e nesse momento teve de um tudo: de lado que soltava quando o outro prendia a martelada no dedão. Nunca pensei que um simples fecho de metal fosse capaz de dar tanto trabalho, me senti como aquele cologuinha mongo do maternal que tentava, invariavelmente e sem sucesso, encaixar a flor na nuvem. Por fim a coisa foi, aos trancos e barrancos, mas tudo ficou deviamente presinho, não com o capricho que eu gostaria mas com a imperfeição costumeira das coisas feitas pela primeira vez.

Prontinhas!

Aqui as três bolsinhas prontinhas, a minha e as duas pequeninas da Ana.

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Sobre Ângela

Professora, mestranda e dona de casa. Ou seja, a pessoa que, na concepção dos outros, menos trabalha no mundo.

Comentários

  1. camila diz:

    Olá!

    Descobri seu blog hoje através do blog da Ana Sinhana e já anotei nos favoritos, estou adorando e selecionando várias receitinhas!!! Como de vez em quando também me aventuro nos artesanatos, gostaria de saber se é possível informar a loja ou a rua onde encontraram esse fecho da vovó… também sou de Campinas e acho que essas bolsinhas dariam ótimas lembrancinhas de natal para tias e vóvós da família…. obrigada e abraços!

  2. Ângela diz:

    Oi Camila!
    Puxa, não me lembro direito o nome da loja, era alguma coisa “flor”, ela fica na Rua Costa Aguiar, mais ou menos na altura do Pavani, onde você também deve encontrar.
    Depois quero saber se a bolsinha ficou linda!
    Beijo

  3. camila diz:

    Super obrigada, Ângela! A loja chama Dona Flor Armarinhos, vou passar lá. No Pavani eu já procurei várias vezes, mas nunca encontrei. Eu tenho esse tutorial aqui guardado há um bom tempo, mas nunca testei por não encontrar o fecho…. talvez alguma das dicas ajude na hora de colocar o fecho!
    http://u-handbag.typepad.com/uhandblog/2007/01/eye_eye_glasses.html

  4. Ângela diz:

    Exatamente essa, Camila! A loja é uma graça, não é? E aí? a bolsinha deu certo? Me manda fotos, quero ver como ficou seu projeto. Beijo!

  5. Ola, esta é minha primeira vez no seu blog, gostei muito da sua irreverencia e lógico da bolsinha, foi procurando pelos fechos (bolsa mademoiselle) ou da vovó que te encontrei e amei… Fiz algumas destas carteirinhas la em Portugal, qdo fui passar alguns meses com a minha mãe, la compramos o fecho no chines e ele ja vem com os buraquinhos que facilitam muitoooooooo. Aqui no Brasil (zona norte de sp), creio que no bras tenha vou tentar por lá, ou esperar pra fazer la na sta. terrinha (vou em março), Obrigada por postar estas maravilhas, se puder passa no meu bloguinho.
    Um abraço
    Angela Vieira (dostemposdavovozinha)

  6. Helena diz:

    Como faço pra obter os fechos? Na capital de Alagoas não se vende! Pense!

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