Geléia de jabuticaba

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Dias atrás aticei a fome de duas colegas de trabalho ao colocar esta foto no Facebook:

Jabuticaba fora época, tipo micareta do pomar.

Jabuticaba fora época, tipo micareta do pomar.

A jabuticabeira do meu quintal, tal qual uma micareta, resolveu dar fruta fora época para a alegria de todos nós. Virou caipirinha, virou lanche que levei na costura pra felicidade da minha amiga Cláudia e virou objeto de desejo de outras duas amigas que me pediram, pelamordedeus, que levasse um punhado pra elas. No fim das contas não tive tempo hábil pra entregar as jabuticabas ainda frescas em mãos, o fim-de-semana seria tempo demais para esperar. Era certo que entre quinta e segunda as frutas, que já estavam bastante maduras, estragariam. Aí pensei em conservar e, pra isso, nada melhor do que uma geléia!

Fui procurar nos livros da estante aqui e só no “Alegria de cozinhar” é que fui encontrar, nem no “Dona Benta” tinha! Aliás, no da véia, só tinha receita de licor de jabuticaba. Dona Benta, hein? Quem diria…

Voltando à vaca fria, eu gosto muito do “Alegria de cozinhar”, ainda mais da edição que tenho em casa, que foi da minha bisavó e já tem as folhas todas amareladas, tem toda aquela coisa do carinho de ser um livro que está na família há um tempão e já foi muito bem usado por todas nós. O contra dele são as especificações da receita; é livro de cozinheira mais experiente, que já sabe ver proporção “de olho” e “sentir” ingredientes e receitas. Nada de informações precisas, pesos e medidas com proporções milimétricas em gramas (Abro este parênteses para confessar que me dá uma má vontade quando vejo medidas do tipo: 20g de ovo. Qual o problema de falar um ovo? Dois ovos? Quem, nesse mundo de meu D’us, pesa ovo?), tudo assim ao D’us dará, pra você deixar a imaginação correr solta e a experiência te guiar.

Deu pra sentir o drama?

Deu pra sentir o drama?

A de jabuticaba continha maiores detalhes e instruções, para meu alívio de cozinheira em nível intermediário.

500g de jabuticabas

1 litro de água

açúcar

Lave bem as jabuticabas e ponha para cozinhar com a água. Quando começarem a abrir, estão cozidas. Passe no espremedor de batatas, meça as xícaras de caldo e junte o açúcar (tantas xícaras de açúcar quantas forem de caldo). Leve ao fogo até conseguir ponto de fio brando.

*A transcrição da receita, exceto pela grafia de jabuticaba, que no livro encontra-se jabOticaba, está igual à do “Alegria de cozinhar”. Como parecia que ia demorar uma vida para a geléia dar o ponto eu adicionei duas colherinhas de chá de pectina em pó, mas acho que pesei na mão e ela ficou muito dura. Imagino que uma colherinha baste.

Ponto de fio brando, hein? Pegue um tantinho da geléia entre o indicador e o polegar, separe os dedos, se formar um fiozinho mole, tá no ponto.

Por fim é só colocar a geléia em potinhos de vido devidamente esterilizados.

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Sobre Ângela

Professora, mestranda e dona de casa. Ou seja, a pessoa que, na concepção dos outros, menos trabalha no mundo.

Comentários

  1. Rosana diz:

    E a geléia hein, uma delicia, adorei.

  2. Ângela diz:

    Que bom, Rô! Beijão!

  3. Henrique diz:

    Opa!
    Excelente dica! Vamos esperar a jabuticabeira do quintal de casa dar frutos 🙂
    Bjs

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