“Na natureza nada se perde…

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… nada se cria, tudo se transforma” disse o sábio Lavoisier. E eu completo dizendo que na cozinha também.

Se existe uma coisa que absolutamente toda pessoa que mora sozinha precisa saber fazer é uma boa Gororoba, daquelas bem fartas, que levam tudo o que você tem na despensa de casa. Cheguei a esta conclusão agora de noite depois de desistir de encomendar uma pizza quando fiz os cálculo baseado no saldo bancário negativo e no saldo adiposo positivo, tirei a média e resolvi que hoje era dia de cozinha. Aí fui fazer uma visita à despensa e ver o que havia de bom nesta casa de pessoa que não gosta de ir ao mercado: um vidro de cogumelo em conserva, uma lata de atum, um pote cheio de pistache, um vidro de leite de coco, uma lata de abacaxi em calda, chocolate em pó e leite condensado. Fiquei com o cursor do cérebro piscando por um tempo até me lembrar que eu tinha a matéria prima gororobesca perfeita em casa: couscous marroquino!

Para quem não sabe, couscous marroquino é uma das coisas mais fantásticas que a culinária mundial já teve conhecimento. São gräozinhos a base de sêmola que estão desidratados. É só reidratar e pronto!, é misturar qualquer coisa e está pronta uma refeição. Mais fácil que miojo e muito, mas muito, mais gostoso.

É fácil de achar no mercado, no Pão de Açúcar tem, pelo menos, umas duas marcas: Tipiak e Casino. As duas são igualmente boas, mas a Casino costuma ser um pouco mais barata. De qualquer modo, um pacote de meio quilo não costuma sair por mais do que R$15,00, e meio quilo de couscous é couscous que não acaba mais.

Como fazer:

A medida é muito simples, é feito na proporção 1:1. Então, pra 100g de couscous desidratado você precisa de 100ml de água. Coloca o grão com a água em uma panela e adiciona o tempero que você preferir; sal, pimenta, alho, cebola…, tampa a panela, liga o fogo médio e espera até que toda água seja absorvida. Esse processo não deve demorar mais do que 3 minutos, então não é bom sair de perto do fogão. Hidratou? Coloca uma colher de sopa de manteiga (nada de margarina, hein?) em cima e mistura bem, que assim fica mais umedecido e saboroso.

Quanto aos adicionais do couscous, você pode colocar o que achar mais gostoso ou simplesmente o que tiver à mão no momento. Hoje eu coloquei atum, cogumelo e pistache e ficou ótimo, mas eu também gosto de colocar salmão defumado cortado em quadradinho, aspargo fresco, cogumelo shimeji, pimentão, carne de boi cortadinha (tipo picadinha pra strogonoff). O que conta nessa hora é a sua criatividade e a sua disponibilidade. O “recheio” é só juntar na mesma panela onde você reidratou os grãos e dar uma misturada básica. Algumas coisas ficam melhores se forem cozidas anteriormente, como o shimeji, a carne ou o aspargo.

Bom apetite!

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Sobre Ângela

Professora, mestranda e dona de casa. Ou seja, a pessoa que, na concepção dos outros, menos trabalha no mundo.

Comentários

  1. Newton diz:

    Esses dias mandei esse post pra minha mãe ter uma idéia de como fazer o couscous. Ela elogiou bastante o texto. =)

  2. Ângela diz:

    Oba! Fala pra vir sempre aqui animar o barraco!

  3. Alina diz:

    Gostei da sua forma de tratar esse quesito: cozinhar, realmente a criatividade é tudo. Ah, obrigada pelas dicas.

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