Pra morar sozinha precisa ser corajosa? Parte II

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No primeiro post que fiz sobre alçar voo solo falei sobre a necessidade de ter um orçamento mensal, da importância de não extrapolá-lo e sobre os quatro tipos de despesas que você deve incluir nele.

Depois quis fazer uma lista mais detalhada das despesas que deveriam ser encaixadas em cada categoria e estava achando essa tarefa muito complicada. É lógico que estava difícil, essa lista é a coisa mais pessoal que pode existir. Nunca que a minha vai ser igual à de alguém. E a boza aqui, quebrando a cabeça pra montar uma listinha pra vocês.

Achei que uma boa solução para o problema seria falar para vocês sobre como eu monto o meu orçamento e fiquei ponderando sobre quais gastos mensais são realmente fundamentais e como o meu orçamento evoluiu de 2005 até agora. O que continuou, o que aumentou e o que diminiu na minha conta de todo mês nesses cinco anos.

Durante um bom tempo, por uns 2 anos, eu não tive nem internet, nem TV a cabo e nem telefone fixo em casa. Tinha um celular pós-pago e ele era o meu meio de comunicação, assistia aos canais abertos que a antena do prédio permitia e usava a internet na faculdade ou quando vinha pra Campinas aos finais de semana. Foi só quando comprei meu laptop em 2007 que eu pedi o tal do NETcombo e aí tive TV, internet e telefone fixo.

Em 2009 passei por um aperto financeiro e revi alguns gastos que eu tinha, o primeiro a ser cortado foi a TV a cabo. Desde então eu vivo totalmente alheia ao mundo televisivo e isso não me faz falta alguma. Ou seja, vale sempre repensar os gastos que você tem todo mês e ver sem o que você não pode viver.

Um gasto considerado fixo-fixo numa planilha mas que sempre foi flutuante-fixo na minha vida foi ter uma faxineira. Quando fui morar sozinha resolvi que não precisaria de uma, que eu era perfeitamente capaz e tinha tempo suficiente de cuidar de todos os 5om2 que eu habito. Em 2006, cansada dos afazeres do lar, arrumei uma faxineira ótima que ia em casa a cada 15 dias e fui muito feliz com ela por uns 6 meses. Depois repensei esse gasto e decidi que eu mesma dava conta do sirviço, dispensei a moça.

Passados mais de 2 anos resolvi que era chegada a hora de voltar a ter ajuda em casa e no fim do ano passado arrumei uma faxineira péssima que não durou dois meses em casa. Falei sobre ela aqui. Quando ela saiu eu achei que o melhor mesmo era ficar sem, que eu mesma dava conta de arrumar as coisas e que não dá pra depender delas. Até aparecer, há duas semanas atrás, a Teresa na minha casa e na minha vida. É, sem sombra de dúvidas, o dinheiro mais bem gasto na semana; virou despesa fixa-fixa djá!

Acho que esses dois exemplos ilustram bem como a sua lista de despesas mensais deve ser orgnizada: por prioridades. Eu não me importaria de cortar alguma outra coisa para manter a Teresa em casa e atualmente não voltaria a ter TV por assinatura de jeito nenhum. Fala isso agora, neste momento da minha vida e me reservo o direito de mudar de ideia sem aviso prévio; como disse antes, acho muito válido estar em constante reavaliação dos seus gastos mensais. E, por favor, NUNCA se comprometa com gastos com os quais você não vá conseguir arcar S-O-Z-I-N-H-A.



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Sobre Ângela

Professora, mestranda e dona de casa. Ou seja, a pessoa que, na concepção dos outros, menos trabalha no mundo.

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