Arrumando – Parte I

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Outro dia baixou o espírito da arrumação na dona-de-casa que vos escreve, momento raro. Resolvi que a casa tava apertada, cheia de coisas e que eu precisava de mais espaço e menos bagunça pra ser uma pessoa feliz e parar de me sentir sufocada.

Precisava começar por algum lugar, né? O escolhido foi o armário do quarto. Meu quarto é enorme, mas tem só um armário que não é muito grande e é nele que eu guardo minhas roupas e a roupa de cama.Ou seja, espaço micro. Mas tudo nessa vida tem jeito e tinha resolvido que ia dar um nesse armário.

Comecei pela parte mais temida dele, o maleiro. Há dois anos minha mãe se mudou de uma casa enorme pra uma que tem 1/3 do tamanho, aí precisamos nos desfazer de muitas coisas e outras tantas vieram parar na minha casa em SP. Nessas outras tantas estavam inclusos materiais de costura que datam da época da minha bisavó! Quando a tralha toda chegou em SP eu não estava com muita paciência pra arrumar nada, selecionar o que ia e o que ficava e acabei subindo tudo pro maleiro, que estava com espaço de sobra. Nunca mais tive que pensar em nada do que estava lá dentro e assim vivi feliz por dois anos.

Aí achei que estava na hora de brincar de arqueóloga escavadora e resolvi abrir as duas portas do maleiro. Gentem! Descobri coisas lá que achei que nem existiam mais! Eu não acredito em Feng Shui; pra ser sincera, sempre achei isso a maior gorgota do mundo e o seu Feng caiu ainda mais no meu conceito depois que eu ouvi uma amiga contando de um consultor de Feng Shui que queria que ela tirasse a privada do banheiro dela pois atraía más energias. Céus! Como assim ficar sem privada no banheiro da suíte???

Enfim, eu que não acredito em Feng Shui, energização, fluxo de energia e todas essas crendices, acho que a gente deve se livrar de coisas que não usa pra dar espaço pras coisas que vai usar agora. Ou pra abrir mais espaço pra você poder respirar ou pelo menos transitar livremente pela sua sala.

Olhem só o que a dona-de-casa arqueóloga achou em sua expedição ao maleiro do armário do quarto:

Linhas e uma cartela de agulhas da minha bisavó, Lúcia Mendes

Rendinhas mil. Juro, nem uma rendeira nordestina que faz disso seu ganha pão tem tanta rendinha em casa quanto eu.

Riscos de bordados, a caixa menor. São duas...

Muuuuuuitos e muuuuitos retalhos, de quase todas as roupas que eu já fiz.

Linhas de bordado e bordados já feitos e esquecidos.

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Sobre Ângela

Professora, mestranda e dona de casa. Ou seja, a pessoa que, na concepção dos outros, menos trabalha no mundo.

Comentários

  1. Vamos usar esses achados e fazer decorações hein moça!
    Bjokas

  2. Em primeiro lugar, feliz descoberta! Já pensou no milhão de coisas lindissimas que podes fazer com esses achados?
    Em segundo lugar sou da mesma turma que você, de vez em quando faço mega arrumações e deito imensa coisa fora… tenho alergia a tralha!
    Beijos!

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